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Apresentamos, neste trabalho, fragmentos de nossa pesquisa de doutorado em Psicologia que está em andamento intitulada “Sentidos do trabalho para o oficineiro na Saúde Mental: contribuições à Reforma Psiquiátrica”. Nela, investigamos os sentidos que o portador de transtorno mental produz para sua vida pela via de seu processo de trabalho em oficinas de geração de trabalho e renda na Saúde Mental. Refletimos sobre a história do trabalho na Psiquiatria desde o momento de sua fundação até a atualidade, compreendendo que a história influencia diretamente na constituição das oficinas atualmente. Para isso, cartografaremos os discursos dos oficineiros e analisaremos o modo como o oficineiro, sujeito dessa pesquisa, compõe seu trabalho. Pensamos que o oficineiro, tomando para si o trabalho majoritário como um valor estruturante, pode ser criador de um modo de trabalho particular e de uma experiência única. Operamos essa pesquisa de caráter qualitativo pelo método cartográfico, pois a complexidade do tema demanda uma abordagem que contemple tanto as especificidades dos sentidos do trabalho quanto a produção subjetiva do sujeito como constituintes principais da investigação e não apenas como seu pano de fundo. No momento, estamos em fase de levantamento bibliográfico de literatura a respeito do tema. A seguir, iremos ao campo para produzirmos os dados que embasarão as análises. Realizaremos as análises com fundamentos epistemológicos, teóricos e conceituais da Saúde Coletiva, da Reforma Psiquiátrica e da cartografia, valorizando igualmente saberes da academia e do usuário da Saúde Mental, já que ambos são componentes inseparáveis na ética da Atenção Psicossocial.